Morte, Educação e Tecnologias Digitais: Reflexões em tempos de Pandemia

Morte, Educação e Tecnologias Digitais: Reflexões em tempos de Pandemia

Muitas vezes, tratamos a morte como um tabu. Noutras tantas, agimos, no cotidiano e nas mídias sociais, como se ela não existisse. Neste artigo à SBC Horizontes, os autores Daniele Trevisan e Cristiano Maciel, pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso, discutem a necessidade da educação para a morte e apresentam as tecnologias digitais como forma de apoio ao luto e de criação de memoriais digitais. Além disso, nos convidam, como usuários, a refletir sobre legado digital na web, e aos engenheiros de software, sobre a necessidade de considerar aspectos sociais como novos requisitos para a construção de sistemas, dando ênfase a aspectos como a preservação de memórias e a permanência de conteúdos. Boa leitura!

Clodis Boscarioli e Roberto Pereira – Editores da Coluna Artigos


Morte, Educação e Tecnologias Digitais: Reflexões em tempos de Pandemia

Por Daniele Trevisan e Cristiano Maciel

Parte da vida, a morte impõe sua presença, seja nos saldos diários, no medo que ela se aproxime, ou na notícia da perda de algum ente. Nos noticiários e nas redes sociais, estamos nos deparando todos os dias com a finitude da vida, uma finitude trágica, inesperada, de uma forma dolorida, tanto de desconhecidos como também de pessoas mais próximas. 

Ribeiro (2015) afirma que já vivemos há algum tempo uma nova formalização da morte devido à presença das tecnologias na sociedade, implicando outra realidade e, portanto, novas formas de percebê-la, pensá-la e contabilizá-la, o que não significa a extinção das formas tradicionais das cerimônias mortuárias e tudo o que as cerca, mas a coexistência e mesmo a integração da esfera do real com a do ciberespaço.

Lidar com a morte não é algo fácil, pois esse tema é um tabu na sociedade. Embora em todas as culturas e épocas a humanidade sempre tenha se deparado com a morte, ela ainda apavora e causa angústia. Em nossa cultura, a forma como as pessoas lidam com a morte sofreu uma série de transformações através do tempo, mas sempre perdurou uma tensão emocional diferente da regularidade da vida cotidiana. Fato é que o medo da morte permeia nossos pensamentos e faz com que deixemos de pensar sobre essa questão. Eis aqui um convite à reflexão e ação, com uso de tecnologias.

O apoio social à morte via tecnologias em tempos de pandemia

Estamos passando por uma pandemia pelo novo coronavírus, a Covid-19, e ainda não sabemos todas as consequências e os rastros que, ao findar, essa pandemia deixará em nossas vidas. Por ora, ela tem nos proporcionado inúmeras possibilidades de reflexões sobre de questões como o valor da vida, da morte e das nossas relações sociais.

Porém, agora a morte é apresentada em forma de números com muitos dígitos, em estatísticas que se ampliam e geram incertezas face ao inesperado. Já contabilizamos milhares de mortes no Brasil e, com isso, outros milhares de pessoas vivendo um processo de luto.

Um dos fatores fundamentais para o processo de luto são os rituais construídos ao longo da história para se despedir dos mortos. Nesse momento de pandemia, isso também passa por uma mudança significativa. Velórios e funerais não são recomendados pelo Ministério da Saúde e, caso realizados, existem protocolos de proteção estabelecendo quantidade máxima de pessoas presentes, distanciamento e determinando que o caixão deve permanecer lacrado. 

Ouvimos diariamente histórias que comovem, como as de pessoas que já tiveram a interrupção do contato pessoal antes mesmo do agravamento da doença e, por isso, não puderam se despedir em vida. Alguns tiveram entes que morreram isolados e, agora, os rituais foram atravessados por questões sanitárias.

Rituais fúnebres existem para ajudar no processo de luto, e as últimas homenagens e a despedida contribuem no enfrentamento da dor. Como ainda convivemos com o isolamento social, isso pode resultar em uma intensificação do luto e da dor da ausência, tanto do falecido quanto de pessoas para ajudarem a superar a perda e consolar. Quanto mais as pessoas não têm espaço para viver a dor da morte, mais o espaço social precisa contribuir com o luto. Os rituais fúnebres e o apoio social recebido durante estes momentos fornecem elementos para que o luto possa ser enfrentado e superado de uma melhor forma. 

O luto na pandemia e os impactos da falta das devidas despedidas têm sido noticiados na imprensa. Há ainda aspectos afetos ao planejamento da morte (UEDA et al., 2019), por exemplo, quem deverá cuidar do funeral e a organização do testamento sequer podem ter sido pensadas pelos indivíduos que, em geral, não o fazem antecipadamente.

Peter Sloterdijk, filósofo alemão, apresenta o conceito de coimunidade, do compromisso individual voltado à proteção mútua que, segundo ele, marcará a nova maneira de estar no mundo. As atuais restrições nos levam a repensar rituais e seus significados. Ter ajuda, companhia e se sentir amparado por uma comunidade ajuda no processo de minimizar a dor em um processo de luto. 

Assim, é fundamental que estabeleçamos essa noção de comunidade, de pertencimento, de sentimento da dor do outro, e que possamos desenvolver um olhar empático com o qual observamos questões não só individuais de segurança, mas também a necessidade de pertencer a uma comunidade.

Com a pandemia, temos presenciado novos comportamentos na sociedade, soluções digitais têm surgido para ajudar a superar o processo de luto, realizar rituais fúnebres e gerir legados, como as que comentaremos a seguir. 

Como as soluções tecnológicas ajudam a superar a dor causada pelo luto?

Dada a expansão no desenvolvimento de soluções neste domínio nos últimos anos, Ohman e Floridi (2017) cunharam o termo Digital Afterlife Industry (DAI) para caracterizar serviços e produtos ofertados em decorrência da morte de um usuário online, os quais podem ser monetizados pela indústria.  

No que se refere à realização de eventos religiosos e outros rituais, tem-se potencializado o uso da internet e plataformas web. No Portal Pai Eterno, do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno, em Trindade, Goiás, é possível acender velas virtuais, que ficam acesas por nove dias. A mesma possibilidade é oferecida no Portal Sagrado Coração de Jesus, ficando as velas acesas por sete dias. 


Fonte: Portal Pai Eterno serviço de velas pela fé

Com a ausência de realização de velório físico, devido à limitação de tempo e de quantidade de pessoas, os velórios online também estão sendo adotados como estratégias para minimizar a dor da perda. O velório e os rituais de despedida permitem que as pessoas passem por seu processo de luto, cada um à sua maneira. Há uma diversidade de empresas que prestam esses serviços, muitas delas ligadas a serviços funerários, ofertando desde guias para planejamento de rituais de despedida até obituários online

    
Fonte: Imagem da internet disponível em http://www.fratari.com.br/servicos.php

Memoriais Digitais: espaços para interação póstuma

As redes sociais tratam (ou ignoram) questões afetas ao legado digital de diferentes maneiras (VIANA et al., 2020). Diversos ambientes digitais também estão sendo pensados para a realização de homenagens aos entes queridos, entre eles os memoriais digitais. A criação de memoriais digitais dá um destino aos dados digitais dos usuários, analogamente ao que acontece com cadáveres em um cemitério físico. São vidas que nos deixam no mundo real e se imortalizam nos corações via tecnologias. 


Banco de Dados do Projeto DAVI, ilustradas por @mauriciojmota

Uma pesquisa realizada com jovens da Geração Digital (CABRAL, 2020) sobre o destino de suas contas apontou a preferência destes em manter o perfil transformado em memorial em caso de falecimento. As contas de pessoas falecidas no Facebook, por exemplo, já podem ser transformadas em memoriais, opção de quem aceita os termos de uso da aplicação. Para designar um herdeiro ou optar pela exclusão da conta após o falecimento nesta rede, basta os usuários procurarem essa funcionalidade em Configurações / Geral / Configurações de transformação em memorial.

O Instagram permite que algum parente peça a exclusão da conta ou solicite a preservação da conta de um falecido (VERHALEN, 2020). Todavia, no momento da publicação deste texto, essa rede social ainda não havia disponibilizado solução para transformação automática em memorial, cadastro de herdeiros ou repasse de bens digitais, apesar de terem sido veiculadas notícias neste sentido, impulsionadas pela pandemia. 

Durante a pandemia, foram criados diversos memoriais digitais para as vítimas de COVID-19. Entre as iniciativas está o projeto Reliquia.rum, página na rede social Instagram pela professora doutora da UnB, antropóloga e pesquisadora feminista, Débora Diniz. Segundo informações da página, “Relicários são memórias, aquilo que guardamos. Aqui, são relicários de uma epidemia no Brasil.


Fonte: Perfil do Reliquia.Rum no Instagram 

Inumeráveis também consiste em um memorial digital dedicado à história de cada uma das vítimas de coronavírus no Brasil. É uma obra de artistas e jornalistas voluntários para registrar a história das pessoas que faleceram vítimas de COVID-19. Segundo a página, “Vivos ou mortos, nunca seremos números”. 

O que chama a atenção é o caráter colaborativo entre os diversos voluntários que redigem um texto de tributo para cada vítima a partir de dados preenchidos em um formulário pelos familiares ou amigos. O site ressalta ainda que:

Estatísticas são necessárias. Mas palavras também. Se nem todas as vítimas tiveram a chance de ter um velório ou de se despedir de seus entes queridos, queremos que tenham ao menos a chance de terem a sua história contada. De ganharem identidade e alma para seguir vivendo para sempre na nossa memória”.

Estas histórias têm sido contadas por atores no Programa Fantástico da Rede Globo, transformando os memoriais em vídeos emocionantes. 


Fonte: Portal Inumeráveis 

“No contexto da rede, a experiência do luto também passa por um processo de ressignificação, na medida em que os amigos e familiares acabam por conviver com o conteúdo que a pessoa falecida inseriu na internet ao longo de sua vida”. (Leal , 2018, p. 183) 

Outro fator importante a ser destacado são os memoriais que têm sido criados dentro de jogos, em especial naqueles em que são criados mundos virtuais, como o Minecraft e o Animal Crossing, utilizados especialmente por público jovem. Além da criação de cenários para prestar homenagens a falecidos, os usuários têm feito postagens em redes sociais sobre esses memoriais e debatido em fóruns ligados a jogos.

Engenheiros de software precisam se apropriar dos requisitos deste domínio

“(…) stakeholders e projetistas devem tentar visualizar o que está por trás da linha visível da interface e modelar soluções considerando aspectos sociais, por mais que haja um descompasso desses entre os mundos reais e virtuais“.  (Maciel e Pereira, 2012, um dos primeiros livros sobre a temática)

Essas questões nos fazem perceber novas formas de lidar com as memórias e com a permanência de conteúdos. Passamos também a compreender a importância de repensar nossa relação com a constituição de legados pós-morte. Se, por um lado, temos as aplicações como ambiente de suporte ao luto, por outro, temos uma série de soluções para gerenciamento de legados digitais que possibilitam aos usuários, em vida, definirem a destinação dos seus bens digitais. 

Um exemplo é a solução do Google para compartilhamento entre usuários de partes de dados das contas ou notificação de mudanças de status dos usuários por terceiros, o chamado Gerenciador de contas inativas. Com configurações simples é possível, por exemplo, cadastrar contatos e estabelecer tempo de inatividade para ações na conta, para todos os produtos associados a dada conta (por exemplo, YouTube, Blogger, AdSense, Gmail), afetando cada produto de modo diferente. Ainda, é possível optar pela exclusão da conta em caso de inatividade, ação que tem muitos efeitos sobre dados compartilhados nas diferentes aplicações da Google. E o sistema envia lembretes, de tempos em tempos, para que o usuário possa confirmar os dados. 

O fato é que os indivíduos precisam compreender melhor a lacuna entre as noções de vida e morte e as implicações de dados póstumos, principalmente em ambientes digitais, e os engenheiros de software precisam se apropriar dos requisitos deste domínio para a criação de novos sistemas.

O Projeto DAVI: pesquisas em prol de melhores soluções

Essa intrigante temática tem sido tema de pesquisas no Brasil. O Projeto Dados Além da Vida – DAVI que tem sua coordenação e registro na Pró-Reitoria de Pesquisa da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), congrega pesquisadores de diversas instituições de ensino, em nível de graduação/iniciação científica, mestrado e doutorado, envolvendo as áreas da Computação, Educação, Direito, Letras, Psicologia, dentre outras.

 O projeto se constitui como um dos maiores grupos no Brasil a tratar a temática da morte e tecnologias, com quase uma década de atuação, buscando “investigar, à luz dos princípios técnicos, culturais e legais, o legado digital pós-morte e propor soluções para a engenharia de sistemas computacionais no que se refere ao espólio digital deixado pelos proprietários das contas que falecem, por meio das expectativas dos atuais usuários da Internet“.


Logo do Projeto DAVI, ilustrada por @mauriciojmota

No Projeto, um leque de opções se abre diante das diferentes soluções possíveis, pois há: 

  • serviços ligados aos rituais da morte, como velórios e tecnologias em cemitérios;
  • sistemas para gerenciar legados digitais, incluindo cofres digitais e uma série de possibilidades; 
  • memoriais digitais, em sites, nas redes sociais e como serviços ligados à morte; 
  • sistemas de mensagens póstumas; 
  • a perspectiva da imortalidade digital via software; 
  • o mundo dos jogos que tratam da temática, em especial os empáticos; 
  • a educação para a morte. 

Muitos destes temas, sistemas e funcionalidades são desconhecidos pelos usuários. Questões como proteção de dados, privacidade, suporte ao luto, facilidade de uso dos sistemas e respeito aos usuários falecidos fazem parte das discussões. O foco então está no apoio aos usuários para configuração destes sistemas; no incentivo aos desenvolvedores para pensar nestas questões; na qualidade de vida da sociedade que se depara com pessoas mortas no mundo digital; e na compreensão da morte como possibilidade de ressignificação da vida, tendo em vista que o morrer e a finitude ocupam um lugar central na existência humana e que a sua reflexão pode nos fornecer condições para melhoria da qualidade de vida.

Informações, reflexões e resultados de pesquisas podem ser acessados nas redes sociais Facebook e Instagram e na página institucional do projeto. As diferentes mídias de comunicação têm diferentes finalidades. No caso do Instagram, cujas imagens demonstrativas são apresentadas abaixo, o objetivo é sensibilizar os usuários com textos verbais e não verbais que os levem a refletir sobre a importância do tema.


Fonte: Perfil do Projeto Dados Além da Vida no Instagram

Refletir é preciso…

O tema convida a muitas reflexões: 

  • Será que conseguimos falar sobre a morte como algo que precisa ser pensado e compreendido, ainda mais atualmente, em que a todo momento nos deparamos com ela?
  • Como podemos ter uma melhor experiência ao utilizar sistemas que gerenciam e/ou mantém legados digitais? 
  • Será que nos preocupamos com o destino de nossos bens digitais? 
  • Será que compreendemos o impacto de nossas informações na rede para além da nossa vida? 
  • Será que estamos preparados para mudar nossa forma de se relacionar com a morte? 
  • Será que os engenheiros de software compreendem as nuances desses sistemas e se utilizam de experiências relatadas em pesquisas para projetar soluções satisfatórias aos usuários?  

Talvez não tenhamos as respostas de que precisávamos e ainda nos defrontemos com o desconforto em falar e pensar sobre a morte, como resultado do silenciamento desse tema ao longo da vida. Quando não falamos sobre ela, mas a vivenciamos na perda de alguém, isso causa um desconforto e não encontramos o ajustamento para retomar o cotidiano e ressignificar a ausência. 

Onde discutir o tema?

Kovács (2005) já se opunha a esse silenciamento, afirmando ser necessário estarmos preparados para essa discussão. E, há que se incentivar a educação para a morte. Devemos falar sobre a busca de sentido para a vida que a morte pode oferecer. A educação, sendo entendida como desenvolvimento pessoal, aperfeiçoamento e cultivo do ser, e não como padrões de informação, receitas prontas ou doutrinação, deve valorizar essa característica ou qualidade humana de questionamento, de autoconhecimento, de busca de sentido. Para a autora, “educação para a morte é um estudo sobre a possibilidade do desenvolvimento pessoal de uma maneira mais integral” (KOVÁCS, 2005, p. 486).

As instituições de ensino são espaços importantes para refletir sobre a existência e a finitude da vida, contribuindo para que sejam incorporadas e vivenciadas práticas pautadas na reflexão sobre a vida. A escola, tendo como pressuposto a educação em uma perspectiva de formação humana, em uma construção dialógica, pode contribuir para que os estudantes se tornem adultos que valorizem a existência e reflitam sobre o processo de busca por um sentido de vida. Isso deve ser feito não somente em disciplinas como a Filosofia e nos cursos das áreas sociais e humanas, como normalmente ocorre, mas também ser tratado em áreas mais técnicas e tecnológicas, como nas disciplinas que tratam de Computação e Sociedade, ou como domínio para projetos experimentais em Engenharia de Software ou trabalhos de conclusão de curso. Ainda, a socialização do tema em palestras e na apresentação de pesquisas da área ajudam na disseminação de conhecimentos, para a academia e para o mercado. 

Além disso, é fundamental refletir sobre o valor da informação e sobre o fato de que ela permanecerá para além da nossa morte. A própria imortalidade digital é um desafio, inclusive para a educação (GALVÃO; MACIEL, 2020). Diante disso, temos que analisar como estamos construindo nossas identidades e opções em relação ao destino de nossas memórias e legados digitais. Em grande medida, essa reflexão não é realizada porque não temos nossa vida pautada na compreensão de que cada etapa é um estágio da existência e que a grande sabedoria é a preparação para dar sentido a tudo o que foi feito em vida. Afinal, a morte torna a vida plena de sentido, sendo o fim que torna algo mais importante.

Percebemos, assim, que a pandemia nos convida a repensar nossa vida, da qual a morte faz parte, e isso inclui refletirmos sobre as relações entre a morte e as tecnologias. Você já havia pensado sobre este assunto? E já pré-configurou os sistemas que usa para possibilitar o repasse de bens? O importante é adotarmos uma conduta que nos oriente para um olhar crítico sobre as implicações das tecnologias em nossas vidas e na dos que nos cercam, tendo uma percepção da finitude da vida e da responsabilidade sobre nossos dados para além dela.   

Referências

GALVAO, Vinicius; MACIEL, Cristiano. Reflexões sobre a imortalidade digital em contextos educativos. Revista Communitas, v. 4, n. 7, p. 59-78, 2020.

KOVÁCS, Maria Julia. Educação para a morte. Psicol. cienc. prof. vol.25 no.3 484-497. Brasília 2005. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-98932005000300012> Acesso em 22 de setembro de 2019.

LEAL, Livia Teixeira. Internet e morte do usuário: a necessária superação do paradigma da herança digital. Revista Brasileira de Direito Civil – RBDCivil | Belo Horizonte, v. 16, p. 181-197, abr./jun. 2018. Disponível em:<https://rbdcivil.ibdcivil.org.br/rbdc/article/view/237> Acesso em 07 de Junho de 2020.

MACIEL, Cristiano. PEREIRA, Vinícius Carvalho (org.). Digital Legacy and Interaction: Post-Mortem Issues. 1.ed. Switzerland: Springer, 2013. v. HCI. 144p.

CABRAL, Juliana Micolino. Uma análise descritiva da geração digital e suas interações póstumas em redes sociais. 2020. Relatório Final de Estágio Supervisionado (Graduação em Ciência da Computação) – Universidade Federal de Mato Grosso.

ÖHMAN, Carl; FLORIDI, Luciano. The political economy of death in the age of information: A critical approach to the digital afterlife industry. Minds and Machines, v. 27, n. 4, p. 639-662, 2017.

RIBEIRO, Renata Rezende. A morte midiatizada: como as redes sociais atualizam a experiência do fim da vida. Rio de Janeiro: Eduff, 2015.

UEDA, Gustavo Seiji; VERHALEN, Aline; MACIEL, Cristiano. Um Negócio de Dois Mundos: Aspectos da Morte no Mundo Físico Transpostos para Memoriais Digitais. In: X Workshop sobre Aspectos da Interação Humano-Computador para a Web Social, 2019, Vitória. Anais do X Workshop sobre Aspectos da Interação Humano-Computador para a Web Social. Porto Alegre: SBC, 2019. p. 41-50.

VIANA, Gabriel Trocha; MACIEL, Cristiano; SOUZA, Patricia Cristiane de; ARRUDA, Ney Alves. de. Analysis of Terms of Use and Privacy Policies in Social Networks to Treat Users Death. In: SANTOS, Rodrigo Pereira dos; MACIEL, Cristiano; VITERBO, José (org.). Communications in Computer and Information Science. Switzerland:Springer International Publishing, 2020. v. 1081, p. 60-78.

VERHALEN, Aline Elias Cardoso. Perfis, Lembranças e Histórias: Projetando Memoriais Digitais para o Instagram via Design Participativo. 2020. Trabalho de Conclusão de Curso. (Graduação em Ciência da Computação) – Universidade Federal de Mato Grosso.

Sobre os Autores

Daniele Trevisan é professora da Educação Básica na rede estadual do Estado de Mato Grosso, mestre em Educação e doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Educação da UFMT vinculada ao Laboratório sobre Laboratório de Estudos sobre Tecnologias da Informação e Comunicação (LeTECE) e Projeto Dados Além da Vida (DAVI). Pesquisa a educação para a morte e sua importância para a compreensão dos novos processos instituídos pelas tecnologias digitais nos processos de finitude.

Cristiano Maciel é Professor Associado do Instituto de Computação e do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFMT,  pesquisador do Laboratório de Ambientes Virtuais Interativos (LAVI) e no Laboratório sobre Laboratório de Estudos sobre Tecnologias da Informação e Comunicação (LeTECE). É coordenado do Projeto Dados Além da Vida (DAVI). É da diretoria  da SBC e Coordenador do Programa Meninas Digitais. É Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq – Nível 2. Atua de forma interdisciplinar especialmente em áreas ligadas a Engenharia de Software, Tecnologia e Sociedade e Educação.

Como citar esse artigo:
Trevisan, D.; Maciel, C. Morte, Educação e Tecnologias Digitais: Reflexões em tempos de Pandemia. SBC Horizontes, jul. 2020. ISSN 2175-9235. Disponível em: http://horizontes.sbc.org.br/index.php/2020/07/02/morte-educacao-e-tecnologias-digitais/. Acesso em: DD mês. AAAA.

Compartilhe e curta: